Imóveis na Brava
Imóveis na Brava




















Enquanto o Brasil debate juros e faixas de renda, a Europa enfrenta uma crise habitacional de outra natureza: falta imóvel. Não é desvalorização, não é inadimplência — é estoque insuficiente para uma demanda que não para de crescer.
Segundo relatório do JLL com dados de março de 2026, as conclusões de novas moradias no continente devem cair 5% em 2025 e de novo em 2026. Nas cidades, a retração é ainda mais aguda: menos 11% em 2025.
Os aluguéis residenciais devem subir 3,7% no Reino Unido, 3,1% na Alemanha e 5,3% na Espanha ao longo deste ano, segundo projeções da Cushman & Wakefield. Em cidades como Dublin e Madri, a taxa de vacância está próxima de zero.
A ING detalha o mecanismo: o setor residencial foi o maior segmento do mercado imobiliário europeu em 2025, com €53 bilhões em transações. Mesmo assim, a oferta segue em declínio, pressionada por custos de construção altos, licenciamentos lentos e regulações rígidas.
O paralelo com o Brasil não é direto, mas é instrutivo.
O déficit habitacional brasileiro está concentrado justamente nas faixas de renda mais baixas. Com menos oferta nova por anos seguidos e demanda estrutural robusta, os aluguéis já sobem consistentemente acima do IPCA.
Para o corretor de locação, a mensagem é clara: quem tem imóvel para alugar, tem produto escasso.
