Imóveis na Brava
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Enquanto o mercado residencial aguarda a baixa dos juros para retomar o fôlego, o segmento corporativo de São Paulo segue em ritmo próprio — e os números do quarto trimestre de 2025 são os melhores em anos.
Segundo levantamento da Buildings, o quarto trimestre de 2025 marcou o 11º trimestre consecutivo de absorção líquida positiva nos escritórios de alto padrão de São Paulo, com resultado acima de 100 mil m². A taxa de vacância recuou de 15,83% para 14,40% — mínima em três anos — e o preço médio pedido de locação chegou a R$ 121,00/m².
O fenômeno por trás dos números é o chamado flight to quality: empresas migrando de edifícios antigos para ativos de alto padrão, com eficiência energética, tecnologia embarcada e localização nobre. Com Faria Lima e JK operando abaixo de 10% de vacância, regiões antes secundárias como Pinheiros, Chucri Zaidan e Rebouças ganharam protagonismo. A Rebouças, em particular, viu sua vacância cair de quase 30% para 12% em menos de um ano, com aluguéis subindo 23% no mesmo período.
Para o corretor que atua no segmento comercial, o dado mais importante é este: com o início do ciclo de cortes da Selic, os FIIs de lajes corporativas — negociados com desconto médio de 28% sobre o valor patrimonial — tendem a ser dos primeiros a reprecificar. Quem tiver esse produto na carteira tem argumento de venda para o investidor que está saindo da renda fixa.
O mercado de escritórios corporativo de alto padrão de São Paulo iniciou 2026 com indicadores positivos e crescentes.
Segundo dados parciais levantados pela Buildings, o setor de escritórios registrou no quarto trimestre de 2025 o 11º trimestre consecutivo de absorção líquida positiva, com resultado superior a 100 mil m².
Isso significa que, desde o segundo trimestre de 2023, a cidade tem consistentemente ocupado mais do que devolvido espaços de escritórios de alto padrão.
Outro indicador que salta aos olhos é a taxa de vacância, novamente em queda na cidade: saiu de 15,83% (terceiro trimestre de 2025) para 14,40% agora, uma redução de 1,4 pontos percentuais.
Da mesma forma, o preço médio pedido de locação cresceu, alcançando R$ 121,00 ante 119,40 do trimestre anterior.
Regiões como Chucri Zaidan, Faria Lima e Pinheiros também se destacaram no quarto trimestre de 2025 nos principais indicadores do setor.
Com um estoque total de escritórios Classe A de 463 mil m², Pinheiros teve uma queda expressiva na taxa de vacância. Saindo de 17,28% (3T/2025) para 11,60% agora.
Ao mesmo tempo, a região absorveu 26 mil m² agora ante 9 mil do trimestre anterior.
O preço médio pedido de aluguel é outro destaque, já que também sofreu valorização, subindo de R$ 157,47 para R$ 160,00 o metro quadrado, um aumento de 2,6 pontos percentuais.
A Chucri Zaidan também se destacou no 4T de 2025, conforme dados parciais.
Com 35 edifícios de padrão Classe A e um estoque de 913 mil m², a região apresentou queda na taxa de vacância, saindo de 17,67% (3T/2025) para 16,20% agora, o menor resultado desde 2020 (período pandêmico).
Ao mesmo tempo, absorveu 13 mil m² ante resultado negativo do trimestre anterior. Ou seja, houve recuperação.
Por fim, o preço médio pedido de aluguel também se valorizou de forma expressiva, subindo de R$ 104,00 para R$ 110,00 o metro quadrado, um aumento de 5,7%.
A região da Nova Faria Lima, conhecida por deter os preços de aluguel de escritórios mais valorizados da cidade e baixa vacância, apresentou absorção líquida positiva de 11 mil m² ante resultado positivo e menor, de 1,3 mil m², do trimestre anterior.
Do mesmo modo, o preço médio pedido de aluguel cresceu no mercado de escritórios Classe A, passando de R$ 270,00 para R$ 283,00 o metro quadrado, um aumento de 4,8%.
Por fim, a taxa de vacância caiu de 8,8% para 7,92%.
