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Por que o preço dos escritórios na Paulista pode ter chegado a um teto
Publicado em 01/Abr/2026

A Av. Paulista está voltando a atrair empresas, mas os preços de locação de escritórios podem já ter chegado a um limite.

Segundo dados da Buildings, a taxa de vacância na avenida despencou pela metade em 2025 – de 12,6% para 6,3% – e o aluguel médio subiu 12,5% no período, para R$ 144/m², mas a

consultoria entende que o perfil de companhias que buscam a região impede uma nova onda de valorização.

 

A avenida voltou a ser procurada para escritórios como uma alternativa mais barata que regiões mais nobres que estão com preços elevados e sem espaço, como a Faria Lima. Pela lógica da Buildings, se a Paulista encarece muito, quem está lá vai preferir pagar o preço de outros endereços mais prestigiados.  “Se chegar a R$ 150 ou R$ 160/m² na Paulista, as empresas já começam a fazer a conta para

estar na Rebouças,” Fernando Didziakas, sócio da Buildings, disse ao Metro Quadrado.

 

Ainda há no mercado quem veja potencial para o preço subir mais na Paulista, repetindo o que

está ocorrendo em Pinheiros, mas Didziakas lembra que a avenida ainda é vista como o endereço de uma geração mais antiga, do tempo em que era o coração do setor financeiro de São Paulo, nos anos 1990.

“A Paulista tem um estereótipo de um mercado mais velho, enquanto a Rebouças criou uma imagem de algo mais moderno e jovial que se comunica com as novas grandes empresas,” ele

disse. 


Para o sócio da Buildings, a vacância da avenida pode também ter chegado ao seu menor nível, atraindo principalmente quem busca espaço para o seu backoffice, sem ser um endereço para

receber clientes. “Não vejo a vacância caindo para 1% e nem subindo para 15%. Deve subir um pouco com as novas entregas, mas depois absorver e cair porque é uma região consolidada.”

 

O sócio da Buildings diz que hoje a região compete mais com praças como a Chucri Zaidan e a  Berrini, que estão a uma distância similar em relação à Faria Lima.

A avenida ainda apresenta diferenciais históricos como a ampla oferta de serviços e opções de  transporte público por linhas de ônibus e metrô.

Para expandir a oferta, há uma atividade construtiva de 31,8 mil m² na região entre retrofits e  novos empreendimentos — incluindo um ativo com entrega prevista para fevereiro.

Um dos drivers para a queda da vacância na Paulista em 2025 foi a ocupação do recém-entregue.

Passeio Paulista, empreendimento da Brookfield e da Fibra com 46,5 mil m² e que registrou uma absorção de 38 mil m² nos últimos dois anos

 

 

 

Leia a matéria completa em: https://metroquadrado.com/comercial/por-que-o-preco-dos-escritorios-na-paulista-pode-ter-chegado-a-um-teto/

 

Fonte: metro quadrado

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